As ruas de diversos bairros de Guapimirim têm amanhecido com um cenário preocupante de abandono, e a crise na limpeza urbana agora se estende também para as rodovias que cortam o município. A situação, que já vinha gerando reclamações constantes, atingiu um ponto crítico neste fim de semana, revelando um colapso estrutural na coleta de resíduos.
Imagens enviadas por leitores via WhatsApp à redação do emguapi.com mostram um grande acúmulo de lixo às margens da RJ-122 (Estrada Rio–Friburgo), especificamente na altura do km 11, afetando em cheio as localidades de Orindi, Paraíso e Pedra Oca.
Moradores flagram montanhas de lixo e lixeiras sobrecarregadas na altura do km 11 da RJ-122.
Nas fotos é possível ver sacos empilhados, resíduos espalhados pelo chão e caçambas improvisadas completamente sobrecarregadas. Moradores relatam que as sacolas deixadas no chão acabam sendo rasgadas por animais em situação de rua.
O problema tem causado transtornos graves, principalmente nos períodos de chuva forte como os registrados nos últimos dias. O lixo acumulado nas margens da rodovia e nas ruas dos bairros acaba sendo arrastado, obstruindo bueiros e valas, o que contribui diretamente para os alagamentos de casas, ruas e avenidas da região. A população reforça que a situação já deixou de ser apenas um problema estético e se tornou uma questão urgente de saúde pública.
O estopim: Greve dos trabalhadores terceirizados
O colapso na coleta e o descarte inadequado têm um motivo claro no centro da cidade. Trabalhadores terceirizados responsáveis pela varrição e coleta de lixo (garis) cruzaram os braços em protesto contra as condições de trabalho.
Em um vídeo publicado pela página local PC Repórter, os profissionais expõem a realidade da categoria, paralisando as atividades e cobrando respostas das empresas responsáveis pelos contratos e da administração pública municipal.
A paralisação expõe a fragilidade dos contratos de terceirização de serviços essenciais. Enquanto o impasse não é resolvido e a fiscalização contra o descarte irregular não acontece, é a população que arca com as consequências do mau cheiro e das inundações.
A reportagem do emguapi.com deixa o espaço aberto para manifestação da Prefeitura de Guapimirim e da empresa terceirizada responsável pela limpeza urbana para que prestem esclarecimentos sobre a regularização do serviço.