O Ramal Guapimirim, um dos trechos ferroviários mais estratégicos da Baixada Fluminense, deverá passar por uma etapa decisiva de modernização ao longo de 2026. O projeto de expansão e requalificação, discutido há anos por usuários e especialistas em mobilidade urbana, começa a sair do papel com a promessa de melhorar significativamente a experiência do passageiro e a integração com outros modais da Região Metropolitana Leste Fluminense.
Atualmente operando com composições a diesel e infraestrutura limitada, o ramal enfrenta desafios históricos, como baixa frequência, estações com acessibilidade parcial e tempo de viagem elevado em horários de pico. A proposta apresentada para 2026 busca atacar esses gargalos de forma estruturada, combinando obras físicas, melhorias operacionais e reforço institucional.

Entre as intervenções previstas estão a revitalização das estações, adequação às normas de acessibilidade — incluindo rampas, pisos táteis e comunicação visual padronizada — além da modernização dos sistemas de sinalização e controle de tráfego. A expectativa é que essas medidas aumentem a confiabilidade da operação e reduzam atrasos frequentes registrados hoje.
Outro ponto central do plano é a revisão da frota. Embora a operação continue sendo diesel no curto prazo, há estudos em andamento para a adoção de novas composições mais eficientes e menos poluentes, o que pode representar um primeiro passo rumo a uma futura eletrificação do trecho.

O que muda para o passageiro?
Do ponto de vista do usuário, as mudanças tendem a ser percebidas de forma gradual, mas consistente. Entre os principais impactos esperados, destacam-se:
- Melhor sinalização e comunicação visual nas estações de Magé e Suruí, facilitando a orientação dos passageiros.
- Ampliação da acessibilidade, garantindo uso pleno por pessoas com mobilidade reduzida.
- Aumento da frequência das viagens em horários de maior demanda, reduzindo o tempo de espera.
- Novas parcerias com órgãos de segurança pública, visando maior presença e sensação de segurança nas estações e composições.
- Possível redução no tempo total de viagem até Saracuruna, favorecendo a integração com outros ramais.
Especialistas apontam que, se executadas conforme o cronograma, as intervenções no Ramal Guapimirim podem representar um avanço relevante para a mobilidade regional, beneficiando milhares de passageiros diariamente e fortalecendo o transporte ferroviário como alternativa viável ao modal rodoviário na Baixada Fluminense.