“Abandono, descaso e sofrimento”. Foi esse o cenário encontrado pela equipe de reportagem do @pc_reporter ao retornar ao bairro Várzea Alegre após quatro anos. Em uma entrada ao vivo, debaixo de chuva, as imagens que viralizaram nas redes sociais escancararam uma realidade dura que a população do Segundo Distrito enfrenta diariamente: o colapso da infraestrutura básica.
O vídeo mostrou casas alagadas, carros presos em atoleiros misturados com esgoto a céu aberto, manilhas expostas e obras inacabadas. Um cenário de “guerra” que contradiz o discurso oficial.
Serviços essenciais travados
A situação das ruas chegou a um ponto crítico onde o direito de ir e vir foi suspenso pela lama. Segundo relatos apurados pelo repórter Gil Cigano e moradores locais, a inacessibilidade das vias já afeta serviços de vida ou morte:
- Ambulâncias não conseguem chegar às casas dos pacientes.
- Caminhões de lixo têm dificuldade para realizar a coleta, acumulando sujeira.
- Ônibus evitam trechos pelo risco de atolamento.
- Entregas de lojas de material de construção e comércios foram suspensas para a região.
Mapeamento do Caos
- Rua Dona Fabiana: Moradores denunciam esgoto voltando para dentro das casas devido a galerias entupidas e falta de manutenção, aumentando o risco de infecções e doenças.
- Rua Dona Nancy: Apesar da Taxa de Iluminação Pública ser cobrada na conta de luz, a via está às escuras com lâmpadas queimadas. À noite, moradores precisam desviar de buracos e esgoto sem visibilidade.
A estratégia do silêncio
A repercussão negativa das imagens gerou uma reação imediata — mas virtual — do Poder Executivo. Menos de cinco minutos após a viralização dos vídeos, a Prefeitura divulgou uma nota oficial.
Além disso, moradores notaram uma mudança na postura da prefeita nas redes sociais: o retorno ao uso frequente de Stories (publicações que somem em 24h e não permitem comentários públicos visíveis a todos). Para a comunidade, a atitude é vista como uma estratégia para evitar críticas e “abafar” a voz de quem vive no meio da lama.
“Promessas não resolvem enchente e nota oficial não substitui saneamento”, desabafou um morador nas redes sociais. A sensação geral em Várzea Alegre é de que, enquanto a festa e o “oba-oba” acontecem no centro ou nas redes, o bairro segue sem saúde, sem asfalto e sem respeito.
O emguapi.com reforça: Guapimirim não é palco, é cidade. E Várzea Alegre merece respeito. O espaço segue aberto para que a Prefeitura apresente um cronograma real de obras para a região.
Com informações de Gil Cigano, PC Reporter e denúncias de seguidores.