As consequências da operação do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) contra o alto escalão da Prefeitura de Guapimirim começaram a pesar no bolso dos envolvidos. A Justiça determinou o bloqueio de R$ 8.650.046,00 em bens da prefeita Marina Rocha e de outros quatro acusados de fraudar contratos milionários na área da Saúde.
A medida cautelar, repercutida por veículos estaduais como o Diário do Rio, tem um objetivo claro: garantir que haja dinheiro suficiente para ressarcir os cofres do município caso os réus sejam condenados ao final do processo por improbidade administrativa.
Entenda a Linha do Tempo do Escândalo
Para facilitar o entendimento de como o esquema funcionou, o portal emguapi.com preparou um resumo dos principais fatos apontados pela investigação:
O Monopólio da "Fachada"
A clínica Speed Meg (controlada pelo ex-vereador Iram Moreno e sua filha) passa a dominar os contratos de exames de saúde na cidade, mesmo sem ter funcionários ou estrutura física própria, utilizando-se de terceirizadas e superfaturamento.
Omissão e Contrato Milionário
Segundo o MPRJ, a prefeita Marina Rocha tem ciência das irregularidades, mas não suspende os serviços. Pelo contrário: um edital com pouca publicidade garante um novo contrato de quase R$ 9 milhões à empresa, como única concorrente.
A Descoberta da Propina
A quebra de sigilo revela que Philipe Gomes, servidor público responsável por conduzir as licitações na prefeitura, recebeu transferências bancárias diretas da conta da Speed Meg.
Denúncia e Afastamento
A Justiça aceita a denúncia do MPRJ. A prefeita e mais quatro viram réus. O juiz determina o afastamento imediato do servidor envolvido e a suspensão dos contratos da prefeitura com a clínica.
Bens Bloqueados
Juiz decreta o bloqueio de R$ 8,6 milhões das contas dos investigados. A prefeitura tem 90 dias para realizar uma nova licitação transparente para não deixar a população sem exames médicos.
Suspensão imediata
Além de atingir o patrimônio pessoal da prefeita, do ex-vereador e dos dois servidores públicos envolvidos, a decisão judicial também cortou o mal pela raiz: a Prefeitura de Guapimirim está proibida de fazer qualquer novo pagamento ou contrato com a Speed Meg.
Até o momento, a prefeita Marina Rocha não se pronunciou oficialmente sobre o bloqueio de seus bens ou sobre as acusações de omissão no caso.
Quer saber mais detalhes? Para entender o esquema completo e assistir à reportagem em vídeo que foi ao ar em rede estadual, clique aqui e veja a nossa matéria anterior.